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Controle de Odores em Estações de Tratamento de Esgotos (ETE’s).

Compostos químicos orgânicos ou inorgânicos resultado de atividade bacteriana ou originários de atividade industrial, quando lançados na rede de coleta podem dar origem a mau cheiro no ambiente.


Entre os mais comuns, presentes em ETEs, citam-se:

Gás Sulfídrico (H2S), formado a partir da ação de microrganismos sobre sulfatos e outros compostos de enxofre em condições anaeróbias. Em ETEs o H2S é produzido em etapas de baixa circulação do efluente como nos decantadores primários, adensadores, tanques de estabilização e áreas de manejo de lodo. Possui odor desagradável (“ovo podre”) sendo detectado pela maioria dos indivíduos em concentrações baixas como 2-4 ppb. É letal em concentrações acima de 300 ppm e ataca o concreto, ferro, além de outros metais;

Amônia (NH3) é encontrada nos esgotos em concentrações relativamente baixas de até 100 mg/l, sendo que concentrações acima deste valor estão associadas a efluentes industriais com alta concentração de proteínas. A Amônia também é produzida à partir da quebra dos compostos orgânicos nitrogenados durante o tratamento anaeróbio de lodos. A concentração de detecção é a mesma da concentração limite de exposição ocupacional, 5 ppm, o que significa que quando presente em concentrações perceptíveis a amônia já representa um risco potencial a saúde do operador;

Aminas, entre os compostos orgânicos que contem o grupo amina (R-NH2), o mais conhecido é a trietilamina (CH3CH2)3N, detectável em concentrações de 0,2 ppb e responsável pelo “cheiro de peixe” observado;

Mercaptanas são compostos orgânicos de enxofre (tiois) com cheiro desagradável e detectáveis também em baixas concentrações;

Ácidos Orgânicos, Aldeídos, Cetonas, e Ésteres são uma larga variedade de compostos químicos todos com odor desagradável e baixa concentração de detecção;

Indol: composto organo-nitrogenado complexo, presente em esgotos domésticos, é detectável a baixas concentrações.